• Gabriela Braun

Como falar menos NÃO!






Outro dia assisti um vídeo sobre a quantidade de nãos que uma criança escuta ao longo da sua infância. Crianças são curiosas por natureza. Para elas tudo é novidade e explorar territórios e objetos desconhecidos é uma verdadeira experiência.


É natural que os pais se preocupem com a segurança dos pequenos enquanto eles exploram o mundo. E por isso tem a tendência a falar repetidamente a palavra não. Não pode! Não mexa! Não pegue! Não corra! Não suba! Não bata no amigo! Não, não, não...


Eu sempre falo que precisamos ter um olhar empático para nossos filhos. Pensar com a cabeça de criança e perceber como ela se sente é uma habilidade que toda mãe e todo pai precisa desenvolver. Pense como seu filho se sente após ouvir tantos nãos? E quando você realmente precisar dizer um NÃO para ele, será que ele irá compreender e dar importância?


Por isso, aqui vão algumas sugestões do que você pode fazer para substituir o não cotidiano.

Tenha ambientes seguros onde a criança poderá explorar e brincar com liberdade, sem o risco de se machucar. Isso evitará que você fique o tempo todo dizendo não pode, não mexa... Ao invés de falar “não bata no amigo”, ensine a criança a fazer carinho. Primeiro mostre a ela como se faz carinho e diga a ela que isso é muito mais legal do que bater. Procure reforçar o comportamento positivo da criança e não o negativo. Por exemplo, depois de ter ensinado a ela a fazer carinho pergunte: como você faz carinho na mamãe? Dê um espaço para a criança riscar. Sempre que ela tentar riscar fora daquele espaço lembre a ela o quão divertido é ter um espaço para rabiscar e brincar. Ao invés de dizer “não toque na tomada”, ofereça uma outra oportunidade de brincadeira, como por exemplo “você pode brincar com os potes”. Seja sempre gentil e firme ao explicar para a criança o que ela pode fazer, isso lhe dará segurança e conforto.


Essas são algumas sugestões do que vocês podem fazer para incentivar seus filhos a permanecerem curiosos e criativos sem colocá-los em risco. Se esse texto fez sentido pra você, curte e compartilha.


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