• Gabriela Braun

Mãe é quem cria!

Em uma pesquisa realizada na universidade de Bar-Ilan, em Israel foi constatado que a frase

“mãe é quem cria” é extremamente verdadeira. O estudo analisou dois grupos de pessoas:

casais heterossexuais com filhos e casais homossexuais com filhos. A ideia era perceber o que acontece no cérebro humano quando nos tornamos pais ou mães.





Percebeu-se, então, que as mulheres aumentam a produção de alguns hormônios quando engravidam, como a oxitocina (chamada também de hormônio do amor) e prolactina. Isso faz com que o famoso “instinto materno” seja aflorado e que as mães tornem-se verdadeiras protetoras da sua cria. Quando analisou o cérebro masculino a produção de oxitocina, estrogênio, glicorticoides e prolactina também foram percebidos, o que leva a crer que os homens possuem a mesma capacidade de cuidar de uma criança que as mães.


Os laços de conexões podem ser diferentes, mas a capacidade de cuidado e gerar amor são a mesma. Nos homens a redução do hormônio testosterona também foi percebida, favorecendo a aproximação entre pais e filhos. Ou seja, quando os homens se tornam pais, passam a ficar mais sensíveis, sempre que estão próximos dos filhos.


Um dado curioso na analise dos casais heterossexuais foi o fato de que homens que conviviam com mulheres superprotetoras desenvolveram menos quantidade de hormônios “paternos” e por isso, tinham uma participação não tão ativa na vida dos filhos. Ao perceber esse fato, os pesquisadores chegaram a acreditar que as mulheres são capazes de cuidar melhor dos filhos do que os homens.


No entanto, ao analisar os casais homossexuais, constituídos apenas por homens, percebeu-se que a produção dos hormônios “paternos” era a mesma que as mulheres produziam, levando os homens a desenvolverem o mesmo “instinto materno” das mulheres. O que isso quer dizer?


Nos famílias onde a mulher não toma a frente na criação e educação dos filhos, os homens

assumem esse papel. Isso porque são tão capazes de desempenhar essa tarefa quanto às

mulheres. Então quando falamos que mãe é quem cria, pense que pode ser homem ou

mulher!


Lutamos por conquistar muitos espaços na sociedade. Lutamos para ter o direito de trabalhar fora, de votar, tirar carteira de motorista, provar que somos tão capazes quanto os homens. Essa é uma luta diária e que, às vezes, é travada de forma bastante injusta. Esta na hora de abrirmos espaço para que os homens ocupem também os papeis que durante muito tempo nós ocupamos. O papel de cuidar da rotina da casa, da educação dos filhos e da sua criação.


Quando entendemos que abrir espaço significa permitir que o pai cuide do filho do jeito dele e não do nosso, que ele participe da organização da rotina da casa com as suas ideias e não as nossas, fica mais fácil nos libertarmos.


Há muito lutamos por uma sociedade mais justa e igualitária entre os gêneros. Precisamos

agora abrir mão de tarefas que sempre nos couberam. E isso, algumas vezes pode ser difícil.

Porque queremos que as coisas sejam feitas do nosso jeito, pois sempre foi assim. E isso é um processo inconsciente. Queremos participação dos homens, mas muitas vezes não damos a eles o espaço para agir do seu jeito.


Esse tem sido o debate que eu venho trazendo por aqui. Libertar-se de antigas crenças, que

estão arraigadas na nossa sociedade e em nós, pode ser difícil, mas não é impossível. Talvez

você precise de ajuda com isso e esta tudo bem. Então mulheres, soltem a corda... Deixem que os homens assumam e organizem seu papel dentro do lar. Homens batam no peito e puxem pra vocês a responsabilidade de ser pai. Se a sua esposa não te dá esse espaço, lute por ele.


Não finja que esta tudo bem, que essa tarefa não é sua e deixe a vida lhe levar. Estamos

falando de algo que vai muito além de você mesmo... Estamos falando da criação e educação dos filhos, do tipo de pessoas que eles irão ser, do tipo de exemplo que vocês irão ser.


Essa é uma jornada que esta só começando, mas que tem muita gente do bem engajada nela e disposta a mudar a forma como o mundo foi desenhado.


Topa vir junto? #paternidadeativa #maternidadealemdoinfinito #parentalidadeconsciente

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